quarta-feira, maio 27


Impactes ambientais do Desporto

Que impactes ambientais pode ter a prática desportiva, seja no meio urbano ou em áreas (quase) naturais? Como minimizá-los? Neste artigo é feita uma reflexão introdutória sobre o tema.
O desporto pode ser definido como uma participação organizada que tem por objectivo a manifestação ou o melhoramento das condições físicas e psíquicas de um indivíduo ou grupo de indivíduos, o desenvolvimento das relações pessoais e a obtenção de resultados em competições de todos os níveis. Por outras palavras, pode dizer-se que o desporto, é uma excelente ferramenta social para melhorar a qualidade de vida e a saúde dos cidadãos.
À medida que as sociedades modernas se vão desenvolvendo, o fenómeno do “desporto” vai adquirindo maiores proporções. Mas também são as sociedades mais avançadas as que maior ênfase, colocam na consciencialização social para proteger o seu investimento.

A natureza, é mais uma atracção para se praticar desporto, e existe mesmo, uma relação simbiótica entre ambos, o que pode trazer vantagens e desvantagens para a própria natureza:

Com isto deve ter-se em conta também o planeamento urbanístico das cidades, devido aos problemas inerentes que impedem um bom desenvolvimento das instalações desportivas, como a ausência de espaço, por exemplo. Assim sendo, pode-se começar a pensar em ecologia desportiva, que se poderá ocupar da boa implementação de instalações desportivas, de jogos e de recreio, no ecossistema local.

Classificação dos desportos em função do meio

De um ponto de vista ambiental, podemos classificar os desportos em dois grandes grupos:
. Desportos que necessitam de instalações desportivas especificas:
. Desportos que não necessitam de instalações específicas

Se bem, que os primeiros podem causar um grande impacto no ambiente, devido sobretudo às instalações de que necessitam, os segundos podem produzir circunstancialmente danos na natureza muito importantes, como actividades de caça, pesca, ou até mesmo as bicicletas de montanha, cujos praticantes deveriam ser os mais interessados em manter o meio ambiente protegido, mas apesar disto nem sempre actuam em beneficio destes interesses. Por outro lado, muitos dos desportos, que não precisam de instalações específicas, precisam de instalações especiais, tais como os desportos náuticos, que precisam de portos, alguns desportos aéreos, que precisam de aeródromos relativamente perto, o que pode provocar desequilíbrios ambientais.

Instalações desportivas no meio urbano

Assim, pode afirmar-se que o auge da prática desportiva é um feito do mundo desenvolvido, mas a grande cidade não é o meio mais adequado para muitas práticas físicas, devido à falta de espaços verdes, contaminação atmosférica e acústica, etc. Tal implica que se devem construir instalações adequadas dentro da própria urbe. Por outro lado, há instalações desportivas que só são viáveis em grandes cidades, devido principalmente a factores económicos, de necessidade de massificação de habitantes, e de concentração.
Não se pode cair no equívoco de se pensar que os grandes problemas do meio ambiente são unicamente gerados pela indústria. A prática físico desportiva e a construção de instalações para estas práticas, contribuem para a degradação ambiental, da mesma forma que a construção de habitações, parques industriais ou até mesmo estradas.
Pode-se falar de uma dupla influência: do meio urbano sobre a instalação desportiva (e sobre os atletas que a usam), e da instalação sobre o meio urbano onde está confinada. As duas são muito importantes, pois o meio onde se realiza o desporto influência muito, tanto psíquica como fisicamente, os desportistas, e não é desejável que a instalação provoque uma deterioração do meio ambiente que a rodeia. Esta deterioração ambiental pode ficar a dever-se a dois factores essenciais:
. Arquitectura inadequada das instalações, desenhos defeituosos, ou materiais inadequados, e
. Como consequência do uso da instalação, altos consumos energéticos, excessiva produção de resíduos, gestão incorrecta das instalações.

Estes problemas poderiam ser resolvidos ou minimizados se se obrigasse ao cumprimento rigoroso de uma legislação adequada, e se os desenhadores das instalações colaborassem com os próprios desportistas.
As consequências mais importantes podem-se diferenciar-se em impactes directos ou indirectos derivados da prática desportiva:
Há que assinalar que as actividades desportivas que causam mais efeitos sobre o meio natural são as que resultam de impactes indirectos. Se pensarmos no aumento de estâncias de ski, de portos desportivos, e os resíduos que estas instalações produzem, podemos ter uma ideia do impacte que provocam no meio ambiente, sobretudo se não são tidas em conta medidas de prevenção adequadas. As principais causas destes impactes resultam basicamente do seguinte:
. Ausência de educação ambiental.
. Falta de regulamentos sobre os espaços naturais.
. Confusão sobre as competências e administração dos espaços naturais.
. Explosão no tempo e no número de pessoas que usam os espaços naturais
. Escassos recursos, (materiais e humanos) dedicados à conservação e controlo dos impactos no meio.

Como conclusão, e como dizia o escritor Fernando Namora, “Tanto ou mais que as pessoas, os lugares vivem e morrem. Com uma diferença: mesmo se já mortos, os lugares retêm a vida que os animou. No silêncio, sentimos-lhes os ouvidos vigilantes ou o rumor infatigável dos ecos ensurdecidos.” Compete a todos ajudar a preservar o meio ambiente em que vivemos, e está na educação a chave para esta vitória. A educação é um processo social, é desenvolvimento, Não é a preparação para a vida é a própria vida.

terça-feira, maio 26

Sida

Doença em que o sistema imunológico é enfraquecido por um vírus.

A SIDA é a sigla da Síndrome de Imunodeficiêncis Adquirida. É causada pelo HIV ou Vírus da Imunodeficiência Humana. Este vírus ataca o sistema imunológico das células T auxiliares. Reduz o seu número, tornando mais difícil ao corpo defender-se do ataque de microrganismos. Como resultado, as pessoas com HIV correm o risco de infecções que o corpo normalmente seria capaz de combater. A SIDA chamou pela primeira vez a atenção dos médicos na década de 80. Espalhou-se por muitas partes do mundo, incluindo a Europa, América do Norte e África. Até agora ainda não tem cura.


O Instituto Português de Oncologia

Abraçar uma causa
(plano de trabalho)

A minha escolha de causa para abraçar é falar do IPO de Lisboa, que recebe doentes do Centro, Sul, Ilhas do país e PALOP’s, especificando na parte de Pediatria. Este foi um tema que escolhi porque achei que estava mal informada e com uma ideia errada do que é o IPO e de como tudo se processa lá dentro e como é um dia. O meu grande interesse por crianças foi um dos principais factores que fez escolher a parte de pediatria, e como em qualquer altura podemos ter alguma criança a passar por uma doença oncológica devemos estar preparados. Foi numa visita ao IPO para fazer este trabalho que percebi a imagem errada que é passada cá para fora. Fiz esta visita com duas educadoras de infância na Pediatria do IPO. No 7º piso, do edifício central é onde ficam as crianças e adolescentes quando estão numa fase inicial de tratamento e de internamento. Está dividido em várias salas e quartos. Salas de brincadeira e de convívio entre doentes e familiares, salas das educadoras, uma sala que dão o nome de escola onde se tenta que haja uma ligação com escola de onde vieram para que não percam ao máximo a matéria, salas de trabalho dos enfermeiros e médicos e sala dos voluntários e os quartos de isolamento ou de internamento apenas. É nas salas de convívio e de brincadeiras onde se tenta que os familiares e doentes tenham um tempo em que se abstraíam dos problemas e da doença. Os familiares vão tendo uma troca de experiências entre eles e vão-se criando amizades.
O IPO é levado muitas vezes como uma instituição, mas é uma das ideias erradas que se as pessoas têm. As crianças do IPO não são umas coitadinhas nem nada assim, são crianças que estão a passar uma altura má nas suas vidas em que precisam de estar no hospital e com ajuda médica. Mas são crianças capazes de sorrir e de ter momentos bons, aprender e divertirem se mesmo nesta fase tão má.
O IPO está cheio de doações, doações que recebem, mas que nem sempre são as mais certas. As pessoas dão aquilo que já não querem, e deviam dar aquilo que gostavam de receber. Levou me a pensar na forma como ajo(?) e como penso. Se não queremos aquilo que doamos porque razão hão de aquelas crianças querer? . O IPO não é uma instituição para crianças desfavorecidas, é um hospital com crianças que estão à espera de ser curadas e de tratamento, crianças iguais às que estão cá fora. O IPO tem uma grande preocupação em tentar que aquele ambiente ali vivido seja o mais familiar possível e que leve a que as pessoas se abstraíam de tudo o que se passa nem que seja por momentos. Os pais ou alguém responsável pelos doentes, podem permanecem junto dos doentes, já que esta proximidade é necessária e muito bem vista aos olhos dos médicos, sendo estes tratamentos tão dolorosos. Há toda uma envolvência por parte dos médicos, enfermeiras, educadoras e até pais que estão ali com os filhos, com outras crianças do serviço de Pediatria.
Há no IPO, e fora do edifício central, uma sala de espera onde as crianças, adolescentes, ou antigos doentes em ambulatório, onde estão à espera entre as consultas, os tratamentos ou as análises no “hospital dia”. É nesta sala onde há espaço para brincadeiras, para os mais pequenos e adolescentes, e um espaço mais calmo e multimédia.
Todo o IPO tenta levar a “rua” ao hospital para aquelas crianças que ainda não podem sair. Tentam ao máximo fazer com que a fase difícil por que estão a passa estes doentes, tenham o sofrimento minimizado ao máximo.
Eu faço este trabalho e abraço esta causa com o objectivo de me instruir a mim própria e dar a conhecer o IPO e todo o trabalho que é realizado no IPO ás outras pessoas. Há uma necessidade enorme de ensinar às pessoas a forma como lidar melhor com as doenças oncológicas e como fazer uma reinserção na sociedade sem descriminações nem cometer erros. E fazer com que não achem que estas crianças ou adolescentes são uns coitadinhos. Temos de aprender sobre as doenças para poder mos ajudar realmente.

O meu Auto-retrato

Nasceu em 1993, em Lisboa, Portugal.
Mede cerca de 1.65 metros.
Comprometido, de momento.
Tenta tudo o que é possivel para não fazer esforço fisico.
Não tem qualquer problema com os vizinhos.
Tímido, apenas mostra a sua verdadeira personalidade aos amigos.
Quem o vê pela primeira vez pensa que ele é introvertido.
Detesta pessoas intrometidas ou exibicionistas.
Odeia cortar o cabelo.
Gosta de ir ao cinema, ver televisão e dedica a maior parte do seu tempo ao lazer.
Come qualquer coisa, em cinco minutos o prato está vazio.
Tenta ajudar, sempre que pode.
Não gosta de dar nas vistas.
Bastante distraido.
Não teme a morte.
Veste qualquer coisa, desde de que seja confortável.
Raramente está de mau humor.
Questiona a razão de viver.
Não tem razão de dizer que não é feliz.
Espera viver até aos 80 anos.
O Bullying é nos dias de hoje um dos maiores pesadelos que há nas escolas e eu, para defender a minha causa, criei um blogue: http://aminhacausabullying.blogs.sapo.pt Desta forma, divulgo-a e tento fazer com que as vítimas aí encontrem soluções que as ajudem a enfrentar da melhor forma este pesadelo.


segunda-feira, maio 25

Crónia sobre a imprensa

A imprensa é o mundo. Sem ela não saberíamos nada, é ela que nos informa sobre o que se passa no Universo, e se por algum motivo acabasse, provavelmente ficaríamos desesperados, um bocadinho mais do que já estamos. Mas é aquela que não serve para nada, que mais gostamos e que nos desperta mais interesse: a imprensa dita cor-de-rosa. Não conseguimos evitar, necessitamos de conhecer a vida das pessoas que se dizem famosas. O que interessa para a minha felicidade saber se a Diana Chaves namora com o César Peixoto ou se a Luciana Abreu se veste bem ou mal? Mas a verdade é que gostamos e lemos. Admito, que eu própria gosto bastante. O que por vezes me enerva. Se calhar porque gostava de ter a vida deles, de ir a festas e receber imenso dinheiro. Pronto, há inveja nas minhas palavras, admito. É uma inveja saudável, mas não consigo evitar. Se esta nossa enorme curiosidade sobre a vida dos outros acabasse, as revistas eram obrigadas a mudar de estratégia de venda. É isso! O que tem de mudar somos nos, porque as revistam só publicam aquilo que gostamos de ler. Somos nos, os consumidores daquelas revistas sem interesse nenhum que lhes damos dinheiro, como se isto estivesse bom para andar a dar dinheiro a alguém. Mas isto seria muito difícil, porque os portugueses não gostam de mudar, a rotina de ler a revistinha cor-de-rosa já faz parte do dia-a-dia. Até eu, que às Quartas-feiras nunca me esqueço de comprar a revista (não vou dizer nomes, porque isso seria publicidade, seria dar-lhes mais dinheiro e como estamos em crise).

domingo, maio 24

"Liga a telefonia, Zé!"


Longe vão os tempos em que o Zé ligava a telefonia para saber o que se passava no resto do planeta: como ia a guerra, o resultado do Sporting-Benfica, as novidades no mundo da política... O pequeno rádio era o centro, a única coisa que ligava a pequena aldeia com o mundo exterior. Os serões eram muitas vezes passados em família ao redor do pequeno aparelho precioso. Atentos a cada palavra vinda do outro lado, os olhos dos ouvintes brilhavam, espantados com tamanha tecnologia! Irónico, não é?
Hoje, que atenção se-lhe dá? Rodeados de televisões HD, computadores portáteis com ligação à Internet e tantos outros meios de comunicação, esquecemo-nos daquele que em tempos foi indispensável. Gostamos da imagem, de algo 'palpável'. Imaginar dá demasiado trabalho! Mas é pena. É pena só lhe ligarmos um bocadinho quando vamos no carro (e isto é se não tivermos uns cd's por perto...). É pena porque faz bem imaginar, não recorrer apenas ao que mais nos cativa, mas escutar mais de perto a palavra em si. É verdade que vamos evoluindo e como tal os meios de comunicação também, mas com a morte do rádio morre toda a sua herança cultural, todos os grandes relatos por ele transmitidos, todas aquelas grandes notícias que nos chegaram aos ouvidos enquanto estes estavam coladinhos à telefonia... Não vejo ninguém ir para o café ouvir o relato da bola!
Será que daqui por uns anos acontecerá o mesmo com a televisão? Tornar-se-á ela 'coisa de antigos'? Teremos de esperar para ver... Mas será estranho se daqui a uns anos se ouvir "TV Cabo? Meo? Isso está desactualizado, filha..."!

Nem de prepósito

"Não é característica do jornalismo imparcial estar contra tudo e todos. Aliás, estar contra tudo e todos só pelo simples facto de não gostar do rumo do país é vergonhoso, uma vez que não permite distinguir o que se faz de bom e o que se faz de mau neste país à beira mar plantado"
Nuno Oliveira

Depois de se ter abordado na aula o tema do "nosso" jornalismo, deparei-me com esta fantástica situação enquanto estava na paz e serenidade do meu lar. Neste "jornal de sexta" houve talvez uma inversão de papéis, não?

Subsídio

Actualmente, quem ficar sem trabalho terá de descontar mais anos para ter direito ao subsídio e, nalguns casos, recebe por um período de tempo menor. Poderá ainda ter de aceitar um emprego numa profissão diferente. Para tal, o trabalhador tem de fazer o pedido no Centro Regional de Segurança Social da sua área de residência no prazo de seis meses a contar do desemprego.
Um trabalhador que tenha sido despedido, que tenha chegado o fim do contrato sem ser por velhice ou validez, rescisão por justa causa ou por acordo com a empresa tem direito a receber subsídio; Um trabalhador despedido por justa causa só tem direito a subsídio se contestar a decisão da empresa em tribunal; O período de descontos mínimos para ter direito ao subsídio foi alargado: 450 dias de trabalho nos 24 meses anteriores ao desemprego; No caso do subsídio social de desemprego, o prazo de garantia é de 180 dias (6 meses) nos últimos 12 meses.
Longe vão os tempos dos grandes convívios sociais, em que as pessoas saíam à rua cheias de alegria e de vontade de confraternizar. As crianças corriam como baratas tontas e riam com a espontaneidade que lhes é característica; as senhoras juntavam-se em pequenos grupos, falando das suas lides e de como a filha da vizinha tinha finalmente «desencalhado»; os homens jogavam às cartas, muito bem acompanhados pelo copo cheio ou a cigarrilha.
Mas isso, isso era dantes! Hoje em dia já ninguém tem disponibilidade (para não dizer: vontade) para isso. Uns porque estão cansados do trabalho e preferem deitar-se no sofá a ver televisão; outros porque acham que da sua vida sabem eles e não precisam de mais ninguém.
Tretas! O que acontece, de facto, é que as pessoas perderam a prática de sorrir, de serem solidárias, a prática da simpatia e da disponibilidade e receptividade para com os outros. É normal, anda toda a gente a faltar aos treinos...
"Individual" é agora a palavra da moda e já nem as famílias se juntam para o típico almoço de Domingo. Mesas cheias? Já não sei o que são! Estamos no tempo de "cada galinha no seu poleiro", em que o esforço de investimento é incrivelmente egoísta. Compra-se um bom sofá e os últimos modelos de electrodomésticos e é-se feliz, será?
Não! De modo algum! É preciso sair da toca, trocar sorrisos, ideias, preocupações. É preciso haver interesse pelos outros, querer saber, preocupar-se!
Tudo o que é social parece trazer um rótulo com um aviso de falta de qualidade e, continuando assim, esses produtos vão acabar por sair do mercado.
E mais grave que isto é a discrepância que existe entre a capacidade das pessoas para criticar e a sua capacidade para mudar. O espaço público é já quase nada, porque a sua manutenção exige esforço.
Deixem-se disso! O acto de viver não é como uma escova de dentes, o acto de viver não é pessoal e intransmissível.